Cirurgia do pé com ortopedista e traumatologista em Campinas e Americana
Sumário
Ortopedista especialista em Pé –
Dr. Mário Cillo
A cirurgia do pé é indicada quando dor persistente, deformidades estruturais, instabilidade mecânica ou lesões traumáticas comprometem a função e não apresentam melhora após tratamento conservador adequado.
O pé é uma estrutura altamente complexa. Ele sustenta o peso corporal, absorve impacto, adapta-se a diferentes superfícies e participa ativamente do equilíbrio e da propulsão durante a marcha. Pequenas alterações biomecânicas podem gerar sobrecarga progressiva, inflamação crônica e degeneração articular.
O Dr. Mário Cillo atua com mais de 30 anos de experiência em cirurgia do pé, cirurgia do tornozelo e reconstruções ortopédicas, com indicação criteriosa e planejamento individualizado. Conheça sua trajetória em Sobre o Dr. Mário Cillo.
Entendendo a anatomia e a biomecânica do Pé
O pé possui 26 ossos organizados em três segmentos:
Retropé
- Tálus
- Calcâneo
Responsável pela absorção de impacto e adaptação ao solo.
Mediopé
- Navicular
- Cubóide
- Cuneiformes
Responsável pela estabilidade estrutural do arco plantar.
Antepé
- Metatarsos
- Falanges
Responsável pela propulsão durante a marcha.
A estabilidade depende do equilíbrio entre:
- Tendão tibial posterior
- Tendões fibulares
- Fáscia plantar
- Complexo ligamentar subtalar
- Articulação de Lisfranc
Quando há falha dessas estruturas, podem surgir deformidades progressivas como pé plano adquirido do adulto, instabilidade subtalar ou colapso do arco medial.
Quando a Cirurgia do Pé é indicada?
A indicação não é baseada apenas em dor. Ela considera:
- Dor persistente por mais de 6 meses
- Progressão radiográfica de deformidade
- Falha de fisioterapia estruturada
- Falha de órteses ou palmilhas
- Instabilidade mecânica comprovada
- Fraturas instáveis
- Comprometimento funcional significativo
A decisão é tomada após avaliação clínica detalhada e radiografias com carga, que mostram o comportamento do pé sob o peso do corpo.
Principais condições tratadas com Cirurgia do Pé
Joanete (hálux valgo)
Deformidade progressiva do primeiro dedo do pé, associada a desalinhamento ósseo e dor ao caminhar.
A correção pode envolver:
- Osteotomias distais
- Osteotomias proximais
- Correção capsuloligamentar
- Fixação com parafusos
Veja o que pode causar joanete (hálux valgo).
Fascite plantar crônica
Inflamação persistente da fáscia plantar, causando dor no calcanhar.
A cirurgia é considerada apenas após falha de tratamento clínico estruturado. Pode envolver liberação parcial da fáscia plantar.
Para explorar o tema com mais detalhes, criamos um conteúdo com as principais causas e opções de tratamento de fascite plantar.
Neuroma de Morton
Compressão do nervo interdigital que causa dor em queimação no antepé.
O tratamento cirúrgico pode incluir descompressão ou neurectomia.
Entenda sobre diagnóstico e tratamento de neuroma de Morton.
Hálux rígido
Artrose da articulação do dedão, levando à limitação de movimento.
As opções incluem:
- Queilectomia
- Artrodese metatarsofalângica
- Procedimentos preservadores em estágios iniciais
Entenda melhor os sintomas e opções de tratamento do hálux rígido.
Disfunção do Tendão Tibial Posterior
Pode evoluir para colapso do arco medial e deformidade progressiva.
Pode exigir:
- Transferência tendínea
- Osteotomia medializadora do calcâneo
- Artrodese seletiva
Pé plano adquirido do adulto
O pé plano adquirido do adulto é caracterizado pelo colapso progressivo do arco plantar medial, geralmente associado à insuficiência do tendão tibial posterior. Em estágios avançados, pode haver rigidez do retropé, dor persistente e comprometimento funcional.
Quando há falha do tratamento conservador e progressão estrutural, podem ser indicados procedimentos como:
- Osteotomia medializadora do calcâneo
- Transferência tendínea
- Reconstrução ligamentar
- Artrodese em casos rígidos
Veja mais sobre a condição na página específica sobre pé plano.
Pé cavo estrutural
O pé cavo é caracterizado por arco plantar excessivamente elevado, frequentemente associado a rigidez, instabilidade e sobrecarga no antepé e retropé. Em casos sintomáticos e progressivos, pode haver dor crônica, entorses recorrentes e deformidades associadas.
Quando há falha do tratamento conservador, podem ser indicadas técnicas como:
- Osteotomias corretivas
- Transferências tendíneas
- Reconstruções ligamentares
- Artrodeses seletivas em deformidades rígidas
Saiba mais sobre diagnóstico e tratamento do pé cavo.
Lesões de Lisfranc
As lesões de Lisfranc envolvem a articulação tarsometatarsal, localizada na região média do pé, responsável por conectar os ossos do mediopé aos metatarsos. Essa articulação desempenha papel importante na estabilidade do arco plantar e na transferência de carga durante a caminhada.
Essas lesões podem ocorrer após traumas diretos, torções do pé ou acidentes esportivos, causando dor no mediopé, inchaço e dificuldade para apoiar o peso do corpo.
Quando não diagnosticadas ou tratadas adequadamente, as lesões de Lisfranc podem evoluir para instabilidade crônica, deformidade do mediopé e quadros persistentes de dor no pé.
Nos casos em que há deslocamento articular ou falha do tratamento conservador, pode ser indicada cirurgia do pé, que pode envolver:
- redução e fixação com parafusos ou placas
- estabilização das articulações tarsometatarsais
- artrodese seletiva em casos de lesões crônicas
O tratamento adequado é fundamental para restaurar a estabilidade do mediopé e preservar a função da marcha.
Artrose subtalar
A artrose subtalar é uma condição degenerativa que afeta a articulação subtalar, localizada entre o tálus e o calcâneo. Essa articulação é responsável por permitir movimentos de adaptação do pé ao terreno, contribuindo para a estabilidade e o equilíbrio durante a caminhada.
A artrose nessa região pode surgir após fraturas do calcâneo, entorses graves do tornozelo, instabilidade crônica ou processos degenerativos progressivos.
Os sintomas mais comuns incluem dor na região posterior ou lateral do pé, rigidez do retropé e dificuldade para caminhar em superfícies irregulares.
Com a progressão da doença, pode ocorrer limitação significativa da mobilidade do retropé e comprometimento da função do pé durante a marcha.
Quando o tratamento conservador não é suficiente para controlar os sintomas, pode ser indicada cirurgia do pé, especialmente por meio de:
- artrodese subtalar, que promove a fusão da articulação para controle da dor
- correção de desalinhamentos do retropé quando necessário
O objetivo do tratamento cirúrgico é aliviar a dor, restaurar a estabilidade do retropé e melhorar a função durante a caminhada.
Esporão do calcâneo
O esporão do calcâneo é uma projeção óssea que pode se formar na região inferior do calcâneo, frequentemente associada à inflamação da fáscia plantar.
Na maioria dos casos, o tratamento é conservador. Porém, quando há dor persistente e falha do tratamento clínico, pode ser indicada cirurgia do pé para remoção do esporão e liberação parcial da fáscia plantar.
Veja mais sobre esporão do calcâneo.
Tendinite do tendão de Aquiles (casos crônicos)
A tendinite do tendão de Aquiles pode evoluir para degeneração do tendão quando não responde ao tratamento conservador.
Nos casos crônicos ou com degeneração importante do tendão, pode ser necessária cirurgia do pé, que pode envolver:
- desbridamento do tendão
- remoção de calcificações
- reconstrução tendínea
Dedos em garra ou dedos em martelo
As deformidades dos dedos menores do pé, como dedos em garra ou dedos em martelo, podem causar dor, calosidades e dificuldade para usar calçados.
Quando o tratamento conservador não é suficiente, pode ser indicada cirurgia do pé para correção da deformidade, que pode incluir:
- liberação de tendões
- osteotomias
- artrodeses interfalângicas
Fraturas do pé com desalinhamento
Algumas fraturas do pé podem exigir tratamento cirúrgico, principalmente quando há deslocamento ósseo ou comprometimento articular.
A cirurgia pode envolver:
- redução aberta da fratura
- fixação com parafusos ou placas
- estabilização articular
O objetivo é restaurar o alinhamento do pé e preservar a função da marcha.
Coalizão tarsal
A coalizão tarsal é uma condição em que ocorre fusão anormal entre dois ossos do mediopé ou retropé.
Essa alteração pode causar dor, rigidez e limitação da mobilidade do pé, especialmente em adolescentes e adultos jovens.
Nos casos sintomáticos que não respondem ao tratamento conservador, pode ser indicada cirurgia do pé para:
- ressecção da coalizão
- reconstrução do pé
- artrodese em casos avançados
Tumores benignos do pé
Alguns tumores benignos ou lesões ósseas do pé podem causar dor ou crescimento progressivo.
Nessas situações, a cirurgia do pé pode ser indicada para remoção da lesão e análise histopatológica.
Artrodese vs Procedimentos preservadores
Artrodese
Fusão da articulação para eliminar dor em casos de artrose avançada.
- Vantagem: controle previsível da dor.
- Limitação: perda de movimento da articulação fusionada.
Procedimentos preservadores
Indicados quando ainda há possibilidade de manter a mobilidade. A decisão depende do grau de desgaste e estabilidade articular.
Planejamento pré-operatório da Cirurgia do Pé
Inclui:
- Radiografias com carga
- Avaliação do eixo mecânico
- Análise do retropé e antepé
- Avaliação vascular
- Controle glicêmico
- Avaliação do tabagismo
O planejamento adequado reduz risco de complicações.
Recuperação e reabilitação após Cirurgia do Pé
O tempo de recuperação varia conforme o procedimento:
- Procedimentos menores: 4–6 semanas
- Osteotomias e reconstruções: 8–12 semanas
- Artrodeses: 3 meses ou mais
A reabilitação inclui:
- Controle de edema
- Mobilização progressiva
- Fortalecimento muscular
- Treino proprioceptivo
Possíveis complicações da Cirurgia do Pé
Toda cirurgia envolve riscos, como:
- Inchaço prolongado
- Rigidez
- Retardo de consolidação
- Recidiva de deformidade
- Infecção
A indicação criteriosa reduz significativamente esses riscos.
Quando não operar o Pé?
A cirurgia pode não ser indicada quando:
- A dor é leve e controlável
- Há boa resposta ao tratamento conservador
- Não há impacto funcional significativo
Avaliação especializada
A decisão por cirurgia do pé deve considerar:
- Diagnóstico preciso
- Exames de imagem
- Grau de limitação funcional
- Expectativas realistas do paciente
O tratamento deve ser individualizado.
Atendimento Presencial e Online
O Dr. Mário Cillo realiza consultas presenciais em:
Também oferece consulta online para avaliação inicial e acompanhamento quando indicado.
Perguntas frequentes sobre
cirurgia do pé
Não. O tratamento conservador é priorizado sempre que possível.
O desconforto pós-operatório é controlado com medicação adequada.
Entre 30 minutos e 2 horas, dependendo do procedimento.
Grande parte dos procedimentos é realizada em regime ambulatorial.
Depende da técnica utilizada. Pode ser necessário apoio parcial com calçado especial.
A recidiva é incomum quando a correção biomecânica é adequada.
É indicada apenas em casos crônicos refratários.
É indicada apenas em casos refratários, com boa taxa de melhora quando bem selecionada.
Não. O tratamento clínico é tentado antes da cirurgia.
Geralmente entre 6 e 12 semanas, dependendo do caso.
Em técnicas minimamente invasivas, as incisões são menores.
Sim, desde que haja controle clínico adequado.
Frequentemente reduz a dor significativa, mas a resposta é individual.
Como qualquer procedimento, existe risco de falha, especialmente em casos de sobrecarga precoce.
Sim, pode aumentar o risco de retardo de consolidação óssea.